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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A espessura dos Laptops da Dell através dos tempos

Você já se deu conta da velocidade com que a tecnologia avança com o passar dos anos? Com os notebooks da Dell, não é diferente. Preparamos um infográfico para você perceber essa evolução, que começou em 1989 com o notebook 316LT (pesando quase 7kg!), chegando aos dias de hoje com o ultrafino e potente XPS13, que tem espessura máxima de 1,8 cm. Conheça a linha de ultrabooks Dell: http://del.ly/6034pye0

A espessura dos Laptops da Dell através dos tempos

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Como transformar projetos em resultados?

"A única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, eles não vão ser bem implantados e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa", afirma especialista

Por Simão Mairins, www.administradores.com

Em plena expansão, o Brasil tem hoje em andamento uma série de grandes empreendimentos de infraestrutura, como a ferrovia Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco, os estádios da Copa e outras obras de infraestrutura necessárias para o evento, portos, estradas. E tudo isso parte (ou, pelo menos, deveria partir!) de um projeto, algo que estabeleça uma disciplina para que tudo seja feita da forma mais otimizada possível. Na prática, é verdade, as coisas não funcionam bem assim. Mas precisam funcionar. E para que funcionem, gerenciar bem os projetos é um dos passos mais importantes, algo que vale para esses casos citados acima, mas também para o dia a dia das empresas.


O brasileiro Ricardo Vargas, que preside o Project Management Institute (PMI), concedeu uma entrevista ao Administradores.com em que explica o que, de fato, é o gerenciamento de projetos, sua importância e como ele pode ser decisivo para o cotidiano do mundo corporativo e o desenvolvimento do Brasil.

O que é, de fato, o gerenciamento de projetos?
O gerenciamento de projetos, nada mais é do que uma técnica e um modelo que serve para você administrar projetos. E o que é um projeto? O projeto, nada mais é do que algo temporário e único. Talvez a melhor forma de você entender o conceito de gerenciamento de projetos, é entendê-lo através da comparação com a rotina. O que é uma rotina? Uma rotina é algo que você faz repetidas vezes, e por repetir daquela forma, você se torna mais rápido, mais hábil, mais preciso e etc. O que é o projeto? O projeto é o oposto da rotina. O projeto é aquilo que você não faz todo dia, é aquilo que você não tem habilidade específica e por isso precisa de um esforço gerencial diferenciado. Você precisa trabalhar de uma forma diferente, você precisa entender os riscos, o escopo, os prazos. Gerenciamento de projetos é o que? É uma disciplina, onde as melhores práticas pra que você administre bem os seus projetos são estabelecidas. Então essa disciplina começa a fazer parte das organizações.
Foto: Shutterstock
Qual a importância dessa atividade para as empresas?
As empresas hoje estão infinitamente mais voltadas pra projetos do que para rotinas. Então a importância dessa atividade é crucial pra que ela consiga administrar seus novos empreendimentos. Então a importância dessa atividade para as empresas é permitir com que a empresa alcance um novo patamar de competividade através da inovação. E a única forma de você implementar a inovação é através de projetos. E se você não gerenciá-los, esses projetos não vão ser bem implantados, não vão produzir inovação e não vão gerar a vantagem competitiva que você precisa.

Várias obras de grande porte estão em andamento no Brasil e outras devem vir por aí. Historicamente, entretanto, esses são processos muito lentos, sofrem com corrupção, serviços mal feitos entre outras coisas. Falta capacidade ao poder público para gerenciar projetos de grande porte?

Eu queria até ser mais amplo. Eu acho que falta uma capacidade geral, não só do poder público, do governo, mas também das organizações, instituições, em gerenciar atividades extremamente complexas, grandes. Por quê? Hoje temos um problema com a falta de talento, a falta de profissionais qualificados. E isso não é um problema exclusivo do Brasil, isso é um problema mundial. Hoje nós temos um problema de falta de talentos muito grande, um problema de aumento da complexidade, dos riscos, dinâmica de mercado. Ou seja, o mercado está variando e está sofrendo alterações de uma forma muito mais dinâmica, então isso tem aumentado enormemente a complexidade do que se tem feito. Você envolve muitos fornecedores, muitos parceiros, muitas entidades, e com isso a transparência pode estar comprometida, abrir espaço pra atividades ilícitas. Então isso tudo gera um cenário muito mais complexo do que o cenário tradicional que nós estamos costumados, por isso o desafio, e por isso que obras de grande porte precisam de um gerenciamento de projetos extremamente efetivo, competente e presente.

E quanto às empresas brasileiras: de modo geral, elas gerenciam bem seus projetos?

Eu queria dizer que de modo geral elas não gerenciam bem seus projetos. Porque quando você gerencia bem, efetivamente, com resultado, você cresce de forma exponencial. E claro que algumas empresas brasileiras estão fazendo isso muito bem. Mas o que a gente vê no mundo, como um todo, é um desenvolvimento mediano desses projetos, por isso que eu volto a dizer e repito: se as empresas começarem a pensar nisso e investirem mais na gestão de projetos, essas empresas vão conseguir um sucesso muito maior. Então, queremos dizer que nós não estamos atrás, mas também não somos líderes e pioneiros nessa área.

Quais as principais características de um projeto bem gerenciado?

Um projeto bem gerenciado tem, na verdade, duas coisas que ele atende. A primeira coisa é quando a gente fala em gestão do projeto. Ele cumpre prazos, escopo do que tem que ser feito, cumpre orçamento, é administrado dentro um de patamar tolerável de risco. Agora, além disso tudo, nós temos que falar também dentro desse conceito de projeto, do conceito de gestão de portfólio: aquele projeto tem um business case viável, inteligente e realista. Porque não adianta eu realizar bem no prazo e no orçamento aquilo que não tem nada a ver e não reflete a realidade organizacional. Por exemplo, o que adianta hoje eu ser o melhor fabricante do mundo de disco de vinil se disco de vinil não vende? Eu preciso entender até quando eu consigo agregar e produzir valor em cima desse cenário. Então o projeto bem gerenciado é aquele que não só cumpre prazo e orçamento, como entrega o benefício previsto e esperado. 

Como transformar projetos em resultados?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Especialistas defendem atualização do Código de Defesa do Consumidor

“Não será retirada uma linha sequer do que o código já tem. Só se acrescentará aquilo que há 20 anos não existia.” O diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), Bruno Miragem, sintetizou assim os três anteprojetos encaminhados para tramitação no Congresso Nacional para atualizar o Código de Defesa do Consumidor (CDC), em vigência desde 1990. As necessidades de mudanças no texto foram defendidas durante a 3ª Conferência Estadual de Defesa do Consumidor, encerrada sexta-feira.

Nesse esforço de aproximar o código da realidade atual brasileira, os textos tocam em questões referentes ao comércio eletrônico e ao endividamento dos consumidores. “São fatos novos na sociedade de consumo. Em termos de comércio eletrônico, basicamente se tenta especificar os deveres de informação para o consumidor, para dar efetividade aos direitos que já existem no código, como o de arrependimento. Os anteprojetos procuram resolver questões práticas, como quem paga a devolução e para que endereço a mercadoria deve ser enviada. São questões simples, mas importantes”, disse Miragem.

Também informação é o centro da mudança, que tem por objetivo minimizar o grau de endividamento dos consumidores. Segundo o diretor do Brasilcon, a ideia é trabalhar de forma preventiva, esclarecendo o consumidor e dando limites à publicidade. Anúncios do tipo “crédito sem juros”, “crédito na hora” ou “sem consulta ao SPC e Serasa” passarão a ser considerados enganosos.

Já o terceiro ponto diz respeito a um aperfeiçoamento das ações coletivas. Para o procurador de Justiça do Ministério Público do Estado, Paulo Valério Moraes, nada mais é do que um esforço para proteger a condição de cidadania dos consumidores. Ele explicou que, ao longo dos mais de 20 anos de vigência do Código de Defesa, várias tentativas foram feitas para retirar ou minimizar esse direito. São os casos das exigências de listagem, na petição inicial, de nomes e endereços de todas as pessoas afetadas em ações coletivas e, também, da restrição geográfica dos efeitos da decisão judicial mesmo quando o efeito prejudicial ao consumidor se estende por todo o território nacional. “Imagine o caso de uma ação movida por um sindicato que tem 80 mil profissionais filiados. Só para citar nome e endereço de todos eles, a petição teria de ser entregue de caminhão”, exemplifica.

Essas situações estão entre as eliminadas pela proposta de revisão do CDC. Segundo Moraes, até esse momento, o Brasilcon está revisando a redação e fazendo sugestões aos parlamentares para que o texto não deixe margem a entendimentos que prejudiquem o acesso à Justiça.

Com isso, detalhou, se evitaria a criação de câmaras exclusivas para tratar de questões recorrentes, como as que contemplam questões bancárias. Para o procurador, é o poder de influência política que vem impedindo a transformação imediata de uma decisão favorável ao conjunto dos consumidores em norma regulatória.
Entidades acompanham tramitação para manter garantias

O diretor do Procon estadual, Cristiano Aquino, afirmou que todas as diretrizes debatidas na conferência e entendidas como necessárias para o avanço do Código de Defesa do Consumidor foram incluídas em uma carta. Nesse documento público, ainda segundo Aquino, foram traçadas metas para que os órgãos de Defesa do Consumidor as executem já no próximo ano. A ideia é garantir articulação nacional para acompanhar a tramitação dos projetos e evitar a aprovação de qualquer emenda que represente um retrocesso no conjunto de leis.

A diferença das propostas de atualização, conforme apontou Miragem, é a visão sistêmica sobre o Código de Defesa do Consumidor. “O risco de sofrer alguma alteração negativa é permanente. Hoje, além dessa proposta, existem mais de 600 projetos de lei para mudar o código. São projetos avulsos, sem visão sistêmica. Que existe perigo de descaracterização, existe”, disse o diretor do Brasilcon Bruno Miragem. Ele espera que até o final de 2013 os três textos tenham sido aprovados no Senado e, também, na Câmara dos Deputados.
Fonte: Jornal do Comércio - RS
Especialistas defendem atualização do Código de Defesa do Consumidor

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Região discute políticas para fortalecer micro e pequenas empresas



O Chefe do Executivo Municipal de Apucarana abriu os trabalhos
Representantes de Apucarana e outros municípios da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (AMUVI), entre eles autoridades políticas e membros de entidades ligadas ao setor produtivo, participaram nesta segunda-feira (15/10), nas dependências do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), de Apucarana, da 1ª Reunião do Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte da Microrregião da AMUVI.

O momento, organizado pelo Comitê Gestor Municipal das ME e EPPs de Apucarana, teve ainda participação do secretário de Estado em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do MERCOSUL e secretário Técnico do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná (FPME/PR), Ercílio Santinoni. “Esta é a primeira reunião de um fórum fora da capital, Curitiba. Apucarana vem sendo um exemplo através de seu Comitê Gestor, bem como através do trabalho no setor exercido pelas secretárias municipais da Indústria, Comércio e da Fazenda”, observou Santinoni. Ele frisou que o Governo do Estado vem encontrando dificuldades de mobilização em outros municípios. “Os fóruns regionais são imprescindíveis para fomentar o Fórum Estadual de informações. São em reuniões como estas, em Apucarana, que são levantadas as demandas para que se possa levar a discussão para o nível Estadual e partir de então para o Nível Federal”, explicou o secretário.

O Chefe do Executivo Municipal de Apucarana abriu os trabalhos.

O presidente do Comitê Gestor Municipal e secretário da Fazenda da Prefeitura de Apucarana, professor Luiz Sérgio Hilário, ratificou que o fórum permanente da região da AMUVI é o primeiro a iniciar suas atividades no Paraná. “Temos desenvolvido um trabalho intenso no sentido de fortalecimento de nossas micro e pequenas empresas, haja visto recente evento denominado Fomenta Apucarana, que representa um marco divisor de águas neste sentido, juntamente com a estruturação de ações dentro Comitê Gestor Municipal, formado por diversas entidades ligadas a este setor”, assinala Hilário.

Na pauta do encontro em Apucarana estiveram temas ligados à importância do fortalecimento dos fóruns regionais, o papel dos fóruns regionais, bem como eleição do coordenador técnico (representante da iniciativa privada) dentro do Fórum Permanente da Região. Também devem ser discutida a implantação da REDESIM – Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios – CFSIM, compras governamentais e outros assuntos correlatos às demandas das entidades.

Microempresários e empresários de pequeno porte interessados em saber mais sobre novas reuniões devem entrar em contato pelo e-mail forumpme@seim.pr.gov.br ou ainda pelo telefone 3422-4000 – ramal 4270.

Dentre as missões dos fóruns estão as de promover, articular e integrar Governo e Entidades de apoio e representação, visando assegurar políticas públicas para o desenvolvimento e fortalecimento das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná. Mais detalhes no site http://www.forumpme.pr.gov.br.

Região discute políticas para fortalecer micro e pequenas empresas

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Heineken começa a ganhar mercado no Brasil


A holandesa Heineken protagonizou, no início de 2010, um movimento com o potencial de fermentar o negócio de cervejas ao adquirir, por US$ 7,6 bilhões, a Femsa, dona das marcas Kaiser, Bavaria, Xingu e Sol. O negócio mudou o patamar da companhia no Brasil. De uma empresa com negócios tímidos no País, ela passou a ser considerada a principal rival local da Ambev, apoiada em sua presença em 130 países e faturamento global de € 17 bilhões. Para os brasileiros que acompanham apenas socialmente os movimentos do mercado de cerveja, esse potencial parece não ter se cumprido até o momento. Só agora, quase três anos depois, os resultados começam a aparecer – devagar, é verdade.

Em um ano, sua participação de mercado passou de 7,8% para 8,8%. Parece pouco, mas cada ponto percentual equivale a R$ 420 milhões a mais aos cofres da companhia, que faturou aproximadamente R$ 3 bilhões no ano passado. “Não estamos tão obcecados com participação de mercado”, afirma o português Nuno Teles, vice-presidente de marketing da Heineken no Brasil, um dos cinco diretores estrangeiros recrutados pelo CEO Chris Barrow para fazer a virada da cervejaria. Isso não significa, no entanto, que a Heineken, a quarta colocada no mercado brasileiro, esteja desprezando cada 0,1% de participação. Ele conta bastante para melhorar os números globais. No primeiro semestre deste ano, a receita do grupo cresceu 4,5% no mundo.

Nas Américas, a expansão foi de 8,4%, graças ao desempenho do Brasil e do México. E a companhia parece ter entendido que é a hora de pedalar mais rápido para aproveitar o bom momento. Em agosto deste ano, dobrou a produção das cervejas Heineken no País. A fábrica de Araraquara, no interior de São Paulo, herdada da Kaiser, foi também adaptada para produzir as características garrafinhas verdes. O objetivo de Barrow e sua equipe é aproveitar a expansão da categoria de cervejas premium no País, que representam atualmente 5% do consumo. Em dois anos, a Heineken triplicou sua participação no estrato das cervejas mais sofisticadas e detém, agora, 16% dessa categoria. A holandesa reforçou esse nicho ao trazer, em setembro, a Desperados.

Sucesso na Europa, a bebida consiste em uma mistura com tequila e limão, que deixa o gosto mais adocicado. O foco está nas casas noturnas, que podem praticar o preço sugerido de R$ 12. “A população brasileira está envelhecendo e vai querer beber mais por prazer do que para se embebedar”, diz Alexandre Horta, sócio da consultoria de varejo GS&MD – Gouvêa de Souza. Quando se trata de consumo de massa, no entanto, a empresa ainda depende das marcas compradas da Femsa, em especial da Kaiser. A marca, que chegou a representar 18% do mercado nacional, chegou às mãos dos holandeses com apenas 4% de participação. Depois de ser relançada em dezembro de 2011, ela está agora com 4,9%.

“Mudamos a embalagem, passamos a fabricá-la com as mesmas técnicas e controles de qualidade da Heineken”, afirma Teles. “Quando assumimos, ela era a cerveja líder em rejeição, com 10% de percepção negativa, e conseguimos reduzir isso à metade.” Mas a briga pelo mercado brasileiro não se resume apenas a sol, praia e cerveja gelada. Para se tornar uma ameaça real para a Ambev, a Heineken buscou sem sucesso novas aquisições. Ela entrou na disputa pela compra da Schincariol, que acabou nas mãos dos japoneses da Kirin. Depois, seu alvo foi a Petrópolis, do Rio de Janeiro. “Há muita especulação, mas não estamos abertos a venda ou fusão”, diz Douglas Costa, diretor de marketing do grupo Petrópolis.

O interesse pela empresa iria além do ganho de participação de mercado. O segredo do sucesso no setor pode ser resumido em uma palavra: distribuição, que poderia ser reforçada com uma eventual aquisição da Petrópolis. Algo que é uma questão não solucionada na Heineken. A empresa herdou da Femsa o direito de utilizar o sistema logístico da Coca-Cola. Apesar de ser considerado o melhor do setor, ele também traz problemas. “A distribuição da Coca é o abraço do urso”, diz Horta, da GS&MD. “Ajudou a Heineken a entrar no mercado, mas evita que ela adquira o conhecimento do negócio. E quem vai ter sempre a prioridade nas vendas será a Coca-Cola.”

Fonte: Revista Isto É Dinheiro

Heineken começa a ganhar mercado no Brasil

terça-feira, 2 de outubro de 2012

SEMINÁRIO REÚNE EMPRESÁRIOS SUPERMERCADISTAS PARA DISCUTIR AS RELAÇÕES DE TRABALHO DO SETOR

Evento reuniu representantes do Ministério do Trabalho e gestores em ação inédita no país
Na última semana, gestores do setor supermercadista de Curitiba e Região Metropolitana estiveram reunidos no “Seminário de Sensibilização do Setor Supermercadista” organizado pela Associação Paranaense de Supermercados (Apras) e promovido pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná (SRTE/PR).
O seminário teve como tema a “Gestão eficaz das relações de trabalho” e contou com a participação de mais de 100 gestores, líderes e empresários supermercadistas, que são diretamente responsáveis pelos colaboradores das lojas da capital e região, numa ação pioneira no país e que tem como objetivo buscar a melhora das relações de trabalho no setor.
“Nos sentimos aliviados e gratificados por unir um setor tão importante para a sociedade e economia do Paraná para dialogar de maneira franca, honesta e positiva sobre um assunto que visa harmonizar as relações dos empresários com os colaboradores”, discursou o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PR), Neivo Beraldin.
De acordo com Beraldin, as informações colhidas durante o debate do seminário servirão de base para os trabalhos futuros do Ministério do Trabalho e Emprego no setor supermercadista e, começa após uma iniciativa da Associação Paranaense de Supermercados em reunir os associados da entidade.
“Como foi salientado pelo superintendente, mais uma vez, o Paraná sai à frente para discutir um assunto tão delicado e importante que é a questão da relação de trabalho no setor supermercadista”, afirma o presidente da APRAS, Cesar Moro Tozetto, que ainda aproveitou para pontuar a necessidade de leis e normativas que contribuam para a humanização da relação de trabalho.
No encontro foi apresentado um panorama sobre as leis que regem a contratação dos trabalhadores do setor supermercadista, assim como, um apanhado geral das leis trabalhistas existentes no Brasil e que ganharam um peso ainda maior a partir da Constituição de 1988.
Orientações quanto às condições de saúde do colaborador, recrutamento e seleção e, inclusive, as diferenças de um ambiente de trabalho gerido por um líder qualificado foram assuntos abordados pelos profissionais que ministraram as palestras. O seminário contou com a palestra de Sérgio Silveira de Barros, chefe da seção de inspeção do trabalho da SRTE/PR, Luiz Fernando Busnardo, chefe da seção de relações do trabalho da secretaria e da consultora e pedagoga Cristiane Carvalho Pasquinelli.
Palestras
A pedagoga e consultora Cristiane Pasquinelli foi quem iniciou as explanações do evento. Com a palestra “O papel do gestor de loja”, Cristiane abordou questões que parecem simples, mas que ainda provocam grandes problemas devido a uma má liderança por parte do gestor. Para exemplificar o tema, a consultora relatou sobre os contrates existentes em ambientes que possuem um bom líder dos ambientes em que “uma nuvem negra” parece estar no local.
Na palestra apresentada pela equipe da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, além das apresentações sobre os principais pontos do direito do trabalhador que ainda causam certos desentendimentos, uma bandeira foi levantada para que as empresas sejam mais humanistas, lembrando que o trabalhador é “formado” por Corpo e Mente e que quando estes estão em harmonia todos são beneficiados.
“Precisamos de empresas modernas e humanistas e que compreendam que todos caminham para o mesmo objetivo, que é o de ser feliz e satisfeito com a vida/trabalho que possui”, finalizou Sérgio Barros.
No final do seminário, um convite foi feito para que o setor participe das Câmeras Técnicas sobre “Trabalhos Terceirizados” e que são realizadas pela Secretaria de Trabalho e Emprego, principalmente pela importância de se discutir e compreender como são as relações de trabalho terceirizado no setor e que são indispensáveis para a indústria e os supermercados.
Fonte: Assessoria Apras
SEMINÁRIO REÚNE EMPRESÁRIOS SUPERMERCADISTAS PARA DISCUTIR AS RELAÇÕES DE TRABALHO DO SETOR

Indústria de alimentos e bebidas espera um Natal melhor neste ano

Otimista, indústria inicia vendas de fim de ano


Enquanto o varejo ainda trabalha nas vendas para o Dia da Criança, a ser comemorado na próxima semana, o pensamento da indústria já está longe: as festas de fim de ano movimentam a produção do setor de alimentos e bebidas, que tem no último semestre seu maior volume de vendas.

Fabricantes de bebidas, Cereser e Salton se prepararm para vendas de 10% a 15% maiores. Já as indústrias de panetone Cepam e Arcor trabalham com metas de crescimento de 12% a 20%. A central de cooperativas de carnes Aurora estima avanço de 10% sobre 2011, mesmo num mercado pressionado pelo aumento de custo dos insumos de produção.

Líder de mercado em sidras, a Cereser contratou 70 trabalhadores temporários, nas áreas de produção e logística, para dar conta da demanda do último quadrimestre. Dona das marcas Cereser e Chuva de Prata, a companhia projeta um crescimento médio de 11% em volume, sobre a produção do fim do ano de 2011. Este ano, a empresa deve fabricar 17,5 milhões de litros de bebidas, entre as duas marcas.

O aumento está acima da média dos últimos anos, em que a empresa registrou avanços entre 5% a 6%, segundo o diretor comercial da companhia, José Fontelles. "O crescimento será maior pois vamos trabalhar fortemente a marca Chuva de Prata este ano", conta o executivo. "Assim, a marca Cereser deve registrar avanço de 7%, enquanto a Chuva de Prata crescerá 14%", diz.

Bebida de maçã e uva, a Chuva de Prata almeja um público acima da Cereser, afirma Fontelles. O filtrado representa 30% do volume da companhia e esse ano foi reforçado com o lançamento da Chuva de Prata Glitz, produto que ganhará campanha televisiva nacional. Já a marca Cereser será reforçada com o lançamento de bebidas licenciadas de cinco times de futebol brasileiros e da nova Cereser sabor maçã-verde.

Tendo iniciado a venda de produtos para o fim de ano em agosto, a empresa registrou, já naquele mês, avanço de 20% no número de pedidos. Os preços foram ajustados em 5% a 6% em 2012. Segundo Fontelles, o primeiro semestre foi muito duro para o mercado de bebidas. "No segundo semestre, temos percebido uma disposição maior do varejo em retomar negócios, com isso esperamos fechar 2012 com um crescimento total de 6% a 7%", prevê.

A Salton, maior fabricante nacional de espumantes, deve contratar apenas em São Paulo cerca de 100 trabalhadores temporários, entre promotores, degustadores e funcionários de logística. A produção de espumantes e frisantes da empresa deve crescer de 18% a 20% em 2012, afirma a diretora executiva Luciana Salton. As duas categorias representam 38% do faturamento da companhia, que em 2011 foi de R$ 255 milhões, com expectativa de chegar R$ 290 milhões este ano. Já os vinhos finos e demais produtos, devem avançar de 10% a 12%.

"O período de final de ano traz cerca de 50% do faturamento anual da empresa", conta Luciana. Segundo ela, a empresa está ainda em período de negociações e deve começar a realizar entregas em outubro. "A exposição maior do espumante deve acontecer em novembro." A vinícola apostará principalmente em ações no ponto de venda para divulgar seus produtos e espera crescer para além do Rio Grande do Sul e de São Paulo, rumo ao nordeste e ao Rio de Janeiro. Os espumantes este ano foram reajustados em 2% a 3%. "Trabalhamos para fazer o menor reajuste possível, pois chegam muitos produtos importados de baixa qualidade mais baratos que os nossos. O consumidor tende a achar que só porque é importado é melhor, então temos que ter sempre preços bons", diz.

Panetones

A Cepam, fabricante dos panetones Village, contratou 400 temporários em 2012, entre Páscoa e Natal. A produção sazonal deve crescer fisicamente cerca de 12%, afirma o gerente comercial da empresa, Reinaldo Bertagnon. "Temos capacidade para crescer até 16%, se houver necessidade até o fim da campanha", diz ele. A panificadora já entrega pedidos desde agosto, antecipando-se em um mês, em relação a 2011. "Este ano, como o Natal cai numa terça-feira, teremos muitos dias de feriado a mais, o que deve ajudar o crescimento das vendas. A expectativa é muito boa", afirma.

Como lançamento, a empresa traz panetones licenciados da Galinha Pintadinha e deve reforçar a linha Patati Patatá. O trufado e o light também devem receber atenção da companhia. A Cepam tirou de seu portfólio o panetone de doce de leite e o de 1 kg, aumentando o de 750 g para 908 g, visando à exportação. Os produtos foram reajustados em 5,8%.

A Arcor contratou 200 trabalhadores, entre funcionários de fábrica e promotores, para a temporada de panetones. "Em 2011, o volume de vendas cresceu em 10% e, para 2012, estamos projetando 20%", informa a companhia, através de sua assessoria de imprensa. O volume de produção deve ser de 2 mil toneladas e as vendas tiveram início na segunda quinzena de setembro.

A empresa traz como lançamentos seis novas licenças de clubes de futebol para a marca Triunfo e o Panettone Gotas de Chocolate Arcor. Serão investidos mais de R$ 2 milhões em ações de marketing e promoções no ponto de venda. O reajuste de preços este ano ficou em 8%.

Carnes

A Aurora Alimentos espera um avanço de 10% em suas vendas de fim de ano em 2012, ante alta de 8% em 2011. "O fator que justifica essa expectativa é o aumento do poder de compra do consumidor e o estímulo do governo brasileiro ao consumo", diz o gerente de Marketing Ricardo de Oliveira.

A empresa vê um crescimento em particular nos produtos já temperados e com facilidades para assar. Os lançamentos para 2012 são o Blesser Aurora Preparo Fácil, Lombo Aurora Preparo Fácil e Pernil Aurora Sem Osso Preparo Fácil, os produtos não precisam ser descongelados: vão do freezer direto para o forno. As vendas devem começar em outubro, com preços reajustados, devido à pressão dos insumos, mas a Aurora não revela o percentual de correção.

Fonte: DCI
Indústria de alimentos e bebidas espera um Natal melhor neste ano