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forte no mercado, o fast fashion marcou o início deste século e mudou a maneira
e a dinâmica de como consumir e confeccionar a moda. A Zara espalhou a febre do
consumo rápido pelo mundo todo e tornou-se referência para diversos outros
empresários que resolveram investir neste modelo de negócios. Hoje, diversos
outros seguem a mesma fórmula e novas adaptações e propostas são aplicadas.
Para
o escritor e consultor de moda, Eurico Cietta, autor do livro A Revolução do
Fast-Fashion, "o que o fast-fashion nos ensina é o fato de que num mercado
no qual aumentam os custos e os riscos, o modelo tradicional de
criação/produção com tempos longos é extremamente arriscado para quem não tem
uma marca forte e não pode impor suas escolhas no mercado". Por isso, apostar em novidades constantes para os consumidores é
imprescindível. Tudo é muito rápido nos dias de hoje, a rotina, a alimentação,
a informação. A moda não pode fugir disso.
O
fast-fashion é uma evolução da moda pronta entrega. A partida da experiência de
pequenas empresas que fazem produção rápidas, imitando os produtos mais
vendidos da estação, nasceram companhias que reinventaram o prêt-à-porter. A evolução disso é
que as empresas são então capazes de competir tanto com grifes de alto poder
aquisitivo quanto com aquelas que oferecem produtos com preços baixos. Esse modelo criativo, produtivo
e de distribuição, pode ser tomado como exemplo por muitas empresas
brasileiras.
No Brasil, Renner, C&A e
Riachuelo, comercializam versões das tendências das passarelas com preço mais
acessível. A Zara, que já tem algumas lojas no país, também vende o que
as consumidoras querem, mas algumas peças acabam saindo ainda um pouco caras
por conta das taxas de importação. E mesmo com grandes magazines produzindo
moda rápida, marcas menores também conseguem se firmar no mercado usando a
fórmula fast fashion, como a Farm e a Espaço Fashion.
Outra
característica que desperta ainda mais o desejo e a necessidade de consumo, é a parceria entre grandes
estilistas e marcas com esses magazines, tornando o luxo, ou a ideia dele,
acessível. A sueca H&M já lançou coleções assinadas por Madona, Karl
Lagerfeld, Sonia Rykiel e recentemente com a Lanvin by Alber Elbaz. A Topshop
teve seu love affair por três anos com a modelo Kate Moss. Nas araras
nacionais, Espaço Fashion, Alexandre Herchovitch. Amir Riachuelo entrou na onda
e lançou no final no final do ano passado, a coleção Copacabana assinada por
Oskar Metsavaht, da Osklen.
Para
este ano, já está confirmada a abertura de duas lojas da Topshop em São Paulo,
uma em cada semestre do ano. Sobre a H&M, que causa comoção a cada
lançamento de coleção em parceria com estilista renomado, ainda não há previsão
de abertura de uma filial da loja na América Latina.
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