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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ponto de Vista


Publicado em 17/07/2012
Por Giuseppe Tropi Somma
 Comissão da Verdade.
Do passado ou do presente?
 Esta história de vítimas da ditadura já conhecemos, dita por algum “desertor”. Sabemos que os nossos bravos lutadores, naquela época, não arriscaram suas vidas pela democracia, mas para chegar ao poder com a implantação de um regime comunista ditatorial, nos moldes de Cuba, e com os mesmos métodos revolucionários de Fidel Castro.
Naqueles tempos, podiam-se usar os métodos revolucionários porque eles contavam com o amparo da Rússia, de Cuba, e até da China.
Hoje, com a queda da máscara do comunismo, não se admitem mais revoluções desse tipo, razão pela qual os nossos heróis optaram pela possibilidade e conseguiram chegar ao poder por vias democráticas, e para não mais sentirem-se tachados de terroristas, decidiram promover a autoabsolvição, intitulando-se mártires e heróis ao mesmo tempo. Visto que o povo não está nada convencido desse autojulgamento, sentiram a necessidade de instalar a chamada “Comissão da Verdade”, que, se nada provar, ao menos servirá para mostrar ao povo que, para chegar ao poder, não basta uma campanha de promessas, precisa-se de muita luta, e luta sangrenta. Mas a corajosa empreitada compensou. Aliás, se naquela época o povo soubesse o desfecho dessa luta revolucionária, garanto que 99,99% dos brasileiros teria sido um guerrilheiro fanático (só que hoje faltaria gente para trabalhar, rsrsrs…). Eita negócio bom! Mas isso é pra gente de muita visão.
Por seu significado nulo, entendemos que essa Comissão da Verdade, do passado, só tem uma finalidade: tentar dispersar as atenções do povo da “verdade atual”, dos mensalões, dos Deltas, Cachoeiras etc. É isso que nós queremos. Mexer lá atrás não adianta. Já deu o que tinha que dar, e para quem tinha que dar. O povo gostaria de ver a Comissão da Verdade do presente e não do passado. Mas isso ninguém quer mostrar, porque quem deveria fiscalizar a ética neste país está envolvido até o pescoço com os contraventores, sejam os das “tribunas”, sejam os dos “tribunais”, fazendo nós das “tribos” de palhaços. Nenhum dos três poderes está incólume nas verdades de hoje, nem mesmo o maior partido da oposição. Porque “nunca na história deste país” se trapaceou tanto quanto nesta última década. Teve quem, por falta de criatividade, o fez e o faz com a maior cara de pau, menosprezando a opinião pública, e tem quem o fez e o faz dando uma de santinho, agindo formalmente, dentro das normas legais. Digo isso porque é justo fiscalizar o bando do PT, mas ninguém pergunta ao PSDB o porquê de os paulistas pagarem um pedágio de R$ 0,14 a R$ 0,15 por quilômetro rodado, isto é, de sete a oito vezes mais caro do que pagamos numa rodovia federal, como a Fernão Dias, onde se paga apenas R$ 0,02 por quilômetro. Em São Paulo existe (e está se expandindo por outros estados) um governo tributário privado, chamado “pedágio”, que representa uma gigantesca arrecadação, maior do que a de muitos países da América Latina. Nele o cidadão é assaltado diariamente, de vários modos, e ninguém reclama porque não gosta de se expor. Futuramente, com certeza, a sociedade brasileira acordará e exigirá uma Comissão da Verdade referente aos nossos atuais tempos, mas também, a essa altura, seremos coisas do passado e o povo provavelmente não vai mais se interessar por isso. Digam-me que a tecnologia avançou muito, sim, mas dizer que a sociedade evoluiu muito? Não, por favor! Não pode existir evolução social com a regressão dos valores morais.
 * Reprodução liberada *
 Cav. Giuseppe Tropi Somma é empresário, membro da Abramaco e presidente do Grupo Cavemac.
giuseppe@cavemac.com.br
Fonte: Revista Costura Perfeita

Ponto de Vista!!!

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